Volta a Portugal: Ciclista Nigel Ellsay fraturou a coluna e ossos do rosto

O ciclista canadiano Nigel Ellsay (Rally Cycling) fraturou a coluna e ossos da face na sequência da queda hoje na Volta a Portugal, enquanto o bandeira amarela teve traumatismo cranioencefálico, mas está estável, revelou fonte da organização.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que ?o ciclista fraturou ossos da face e a coluna vertebral, tendo sido intervencionado de imediato no Hospital de Paredes?, não havendo informações sobre o seu estado.

O outro acidentado na queda, verificada no decorrer da segunda etapa da prova, que foi transportado para o Hospital de São João, no Porto, sofreu um traumatismo cranioencefálico, mas está estável, precisou a mesma fonte.

Ellsay embateu no bandeira amarela, que fazia sinalização apeado, nos quilómetros iniciais da segunda tirada, numa fase em que a corrida ia a mais de 60km/h, com ambos a serem transportados para o hospital.

À partida da segunda etapa, que ligou Paredes ao alto da Senhora da Graça, no total de 167 quilómetros, alinharam os 98 ciclistas inscritos nesta Volta a Portugal, com Nigel Ellsay a ser o primeiro desistente.

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COVID-19: Federações desportivas pedem ?coragem? aos decisores políticos

O Comité Olímpico de Portugal (COP), o Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e a Confederação do Desporto de Portugal (CDP) pediram hoje "vontade política" para resolver os problemas do desporto, após uma audição parlamentar.

Na Assembleia da República, na comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, na qual se analisou o impacto das medidas de contingência e controlo da pandemia por COVID-19 no desporto, tendo as três instituições entregado uma moção estratégica aprovada por várias federações desportivas, José Manuel Constantino, presidente do COP, reforçou que "é preciso saber que respostas políticas estão a ser construídas para os problemas do setor".

"Ao longo da pandemia várias áreas foram alvo de medidas de apoio, mas o mesmo não aconteceu no desporto, o que muito nos preocupa. É preciso coragem e vontade dos decisores políticos para que as propostas avancem. Não há respostas e a única coisa que foi concedida foi a possibilidade de prolongamento dos contratos-programa olímpicos", apontou o presidente do COP.

Em declarações à agência Lusa depois de concluída a sessão, José Manuel Lourenço, presidente do CPP, realçou que "tem havido da parte do Governo sinal de abertura", mas que "até agora nada se concretizou". Ainda assim, o presidente do CPP fez um balanço positivo da audição e realçou o compromisso do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda relativamente ao fundo de apoio ao desporto e à questão fiscal.

"Encoraja-nos que haja sensibilidade para essas questões e ficamos esperançados de que possam haver medidas concretas em favor do desporto, que é a nossa única motivação", disse José Manuel Lourenço, que frisou ainda a importância de se darem os primeiros passos na retoma do desporto jovem e de formação.

A moção estratégica, concertada entre as três instituições, agrega sete propostas e começa por pedir a retoma em segurança das atividades desportivas, paradas devido à COVID-19, através do envolvimento das entidades públicas desportivas e das autarquias, num modelo de parceria.

Num segundo ponto, pede-se a inclusão da sustentabilidade da atividade desportiva no plano de revitalização económica e social elaborado pelo Governo, assim como a criação de um fundo especial de apoio ao desporto, com uma recapitalização das federações desportivas de forma a poderem ajudar o movimento associativo de base.

Entre as propostas apresentadas está também a criação de um grupo de trabalho com elementos da administração fiscal, da administração pública e do desporto, que estude os apoios aplicados ao setor e a promoção das políticas de aumento da empregabilidade no desporto e do agente desportivo benévolo.

Por fim, a moção estratégica elaborada por COP, CPP e CDP sugere a inclusão do desporto nas propostas de promoção turística que Portugal apresenta para o exterior e, por último, o aumento significativo da mobilização desportiva através do lançamento de uma campanha de promoção e valorização do desporto.

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Volta a Portugal: Dia de subida à mítica Senhora da Graça

O ciclista espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) vai enfrentar hoje o primeiro grande teste à sua liderança, na segunda etapa da Volta a Portugal, que termina no alto da Senhora da Graça.

Gustavo Veloso parte para a primeira tirada decisiva da edição especial da prova rainha do calendário nacional com apenas um segundo de vantagem para o seu colega Daniel Mestre e quatro para o também português Daniel Freitas (Miranda-Mortágua).

Os 98 corredores vão partir às 12:40 de Paredes e logo ao quilómetro 11,6 encontrarão a primeira contagem de montanha do dia, uma quarta categoria instalada em Antarte, que antecede a meta volante de Paredes (31,2).

Depois de ultrapassarem a meta volante de Amarante (66,6), os ciclistas vão começar a subir a Serra do Marão, uma contagem de primeira categoria à qual chegarão após 20,8 quilómetros de escalada.

À primeira grande dificuldade da jornada de 167 quilómetros até ao ponto mais alto do Monte Farinha, localizada ao quilómetro 96, seguem-se outras duas montanhas: uma quarta categoria em Velão (110,7) e uma primeira, de 10 quilómetros de extensão, em Barreiro.

Após essa dificuldade, situada ao quilómetro 131,7, será um pelotão já muito fracionado aquele que empreenderá a subida de quase oito quilómetros ao alto da Senhora da Graça, uma das mais míticas e simbólicas chegadas da Volta a Portugal, já depois de ser atravessada a última meta volante do dia, em Mondim de Basto (155,8).

Só Gustavo Veloso (W52-FC Porto) e António Carvalho (Efapel) conhecem a sensação de erguer os braços no Monte Farinha, depois de terem vencido a etapa, respetivamente em 2016 e 2019.

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"Momento único" e "sentimento de dever cumprido": as palavras de Fernando Pimenta e Joana Vasconcelos no regresso a Portugal

Os canoístas Joana Vasconcelos e Fernando Pimenta, que conquistaram cinco medalhas na Taça do Mundo de Velocidade de Szeged, na Hungria, chegaram na segunda-feira a Portugal com o "sentimento de dever cumprido".

Fernando Pimenta conquistou o ouro em K1 1.000 metros e K1 5.000, além da prata em 500 metros, enquanto Joana Vasconcelos conquistou a medalha de ouro na final de K1 500 metros, depois do bronze nos 200 metros.

O atleta português, que conquistou assim a 100.ª medalha internacional da carreira, revelou-se orgulho pelo regresso às competições e garantiu que os olhos estão postos nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

"Tenho um sentimento do dever cumprido. Infelizmente, este ano só tivemos esta competição internacional e já estávamos muito ansiosos por competir. Felizmente, conseguimos obter grandes resultados e isso deixa-me muito satisfeito e motivado", começou por dizer o canoísta do Benfica.

Fernando Pimenta considera que esta época foi complicada e salientou as dificuldades desta prova em virtude da situação atual.

"Difíceis são todas as competições. Esta foi difícil por ser numa época atípica, mais longa. Foi mais duro em termos psicológicos. Chegar às competições e conseguir duas medalhas de ouro e uma de prata é muito gratificante", afirmou o atleta que agora vai gozar um período de férias.

Joana Vasconcelos falou do momento em que terminou a prova em primeiro lugar e esclareceu que na altura não teve consciência do feito.

"Acabei a prova e não sabia que tinha acabado em primeiro lugar. Foi um momento único. É para isso que treino. O meu principal objetivo é apurar-me para os Jogos Olímpicos do próximo ano", salientou a atleta à chegada ao aeroporto do Porto.

Para a nova época, Joana Vasconcelos, igualmente atleta do Benfica, admitiu que quer "começar com o pé direito e fazer melhor do que a época que terminou".

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Pinto da Costa: "Otamendi levou banho de chuveiro na Luz e foi dos que mais festejou"

Nicolás Otamendi vai ser jogador do Benfica, regressando ao campeonato português depois de ter representado o FC Porto de 2010 a 2014.

O central argentino chegou a ser apontado aos dragões por parte da imprensa, mas Pinto da Costa garante que o clube nunca pensou no seu regresso.

"Ninguém falou com o Otamendi e ninguém falou com o City. Nunca foi opção nem sequer foi abordado. Víamos isso e ríamo-nos", começou por dizer em entrevista ao Porto Canal, acrescentando: "Otamendi tem história no FC Porto, faz parte do grupo que venceu a Liga Europa, que levou o banho de chuveiro lá na Luz quando fomos campeões. Foi dos que mais festejou e sentiu essa vitória", recordou.

O presidente do FC Porto justificou ainda a venda de Fábio Silva o empréstimo de Vitinha, ambos para o Wolverhampton.

"Cedemos jogadores com talento e futuro, mas não eram peças indispensáveis no sucesso da equipa. Praticamente não jogaram e não é pela sua falta que seremos afetados. O que recebemos deu para ir buscar outros jogadores e compor parcialmente as nossas contas", explicou.

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Médio Francisco Ramos assina por três temporadas com o Nacional

O médio português Francisco Ramos é o mais recente reforço do Nacional, equipa da I Liga portuguesa de futebol, rubricando um contrato válido para as próximas três temporadas, anunciou hoje o clube madeirense.

Francisco Ramos, de 25 anos, alinhou na temporada passada no Santa Clara, por empréstimo do Vitória de Guimarães.

O médio, que dividiu a sua formação por Varzim, Padroense e FC Porto, ingressou no Guimarães na temporada de 2017/2018, sendo emprestado na época seguinte ao Santa Clara, no qual se manteve por duas temporadas.

Conta com um total de 72 internacionalizações pelas várias camadas jovens de Portugal, divididas entre os sub-16 e os sub-21, bem como pela selecção olímpica.

Em declarações à TV do clube, Francisco Ramos mostrou-se "muito feliz" por ingressar no Nacional, mostrando esperança de que esta "seja uma grande caminhada e uma grande época" para o conjunto madeirense.

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Volta a Portugal: Luís Gomes foi a sensação em jornada de sinais dúbios de Brandão

Luís Gomes (Kelly-Simoldes-UDO) contrariou hoje a supremacia da W52-FC Porto, vencendo no alto de Santa Luzia, ponto final da primeira etapa da Volta a Portugal em bicicleta, num dia em que Joni Brandão deu sinais de debilidade.

?A minha equipa fez um excelente trabalho para me colocar na frente no início da subida. Sei que sou um homem rápido e ?sprintei? a dar tudo o que tinha para ganhar. O António Carvalho atacou de longe e o Daniel Mestre teve de fechar o espaço. Fui na roda dele e poupei-me para a parte final. Foi esse bocadinho que fez a diferença?, reconheceu um emocionado Gomes, que se impôs aos ?dragões? Daniel Mestre e Gustavo Veloso, que manteve a amarela.

Numa jornada sem diferenças de tempo entre os principais candidatos, que cortaram a meta com o tempo de 04:24.41 horas, só a forma de Joni Brandão (Efapel) deixou dúvidas, com o campeão em título, João Rodrigues (W52-FC Porto), a dar uma demonstração de força na véspera da Senhora da Graça.

A primeira etapa em linha da edição especial foi também o primeiro grande momento de implementação estrita do protocolo sanitário relativo à COVID-19, originando o caos na chegada das equipas e motivando mesmo o atraso do arranque da tirada em Montalegre, devido ao ritual a que foram sujeitos os ciclistas, obrigados a retirar a máscara para um contentor próprio e a desinfetar as mãos antes de alinharem diante do risco de saída.

Numa Volta estranha para todos, a etapa mais longa desta edição (180 quilómetros) começou também ela de forma atípica, com a fuga do dia a ser formada apenas por Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport).

O jovem de 23 anos, que saltou do pelotão nas primeiras pedaladas, chegou a ter mais de oito minutos de vantagem sobre o pelotão, placidamente comandado pela W52-FC Porto, mas, na passagem pelo alto de Covide, a primeira contagem de montanha deste ano, de terceira categoria, a diferença já estava reduzida a quatro minutos.

Ainda antes de Marvin Scheulen ser alcançado, a 13 quilómetros da meta, outro português assumiu o protagonismo momentâneo da primeira tirada: na zona de abastecimento apeado, o sempre azarado Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) caiu, levantou-se, mas teve de aguardar, sentado nos rails e de braços cruzados, por uma nova bicicleta.

Chateado, o vencedor do Troféu Joaquim Agostinho ?barafustou? com César Martingil, já quando reentrava no pelotão, e continuou a erguer repetidamente os braços para o seu carro, num claro sinal de descontentamento para com aquilo que, depois de cortar a meta, definiu como ?falta de experiência de um colega que está a fazer a primeira Volta a Portugal?.

Seria esse o episódio mais marcante antes do início da ascensão a Santa Luzia, momento escolhido por João Rodrigues (W52-FC Porto) para assomar à frente do pelotão, quando Rafael Lourenço iniciava a estratégia delineada pela Kelly-Simoldes-UDO para levar Luís Gomes à vitória e Henrique Casimiro a salvo até ao ponto mais alto de Viana do Castelo ? só a primeira missão seria bem sucedida, com o alentejano a ceder 32 segundos na meta.

?No ?briefing?, tínhamos decidido que íamos fazer a corrida para mim e tentar que o Henrique Casimiro não perdesse tempo aqui. Os meus colegas colocaram-me muito bem lá em baixo, entrei na frente. Tive de sofrer um bocadinho porque estava tudo muito desorganizado, mas consegui manter-me ali. À medida que os quilómetros da subida foram passado, eu ia sentindo-me bem e, quando vi a placa dos 250 metros, tentei a minha sorte. Tenho explosão para este tipo de finais e, graças a Deus, consegui ganhar?, descreveu o ciclista de 26 anos.

Para somar o seu segundo triunfo profissional, e o segundo na Volta a Portugal depois da escalada vitoriosa à Serra do Larouco no ano passado, Gomes teve de resistir a um ataque em força de António Carvalho, que deixou em apuros o seu líder Joni Brandão. Embora tenha terminado a tirada com o mesmo tempo dos restantes candidatos, o chefe de fila da Efapel deu sinais de debilidade, sentando-se no chão, exausto, após cortar a meta, sob o olhar atento de João Rodrigues.

Na terça-feira, as dúvidas quanto ao estado de forma dos favoritos serão esclarecidas, nos 167 quilómetros entre Paredes e a mítica Senhora da Graça, para os quais Veloso vai partir com um segundo de vantagem sobre Daniel Mestre e quatro sobre Daniel Freitas (Miranda-Mortágua).

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Projeto português para lutar contra o racismo no futebol

A iniciativa é da organização não-governamental Plano I, do Porto, mas com "forte intervenção no concelho de Matosinhos" em parceria com a autarquia local, que este ano se candidatou a uma linha de financiamento da rede internacional ?Fare Network? até um máximo de "mil euros", disse à agência Lusa a vice-presidente daquela instituição.

Paula Allen referiu que a organização convidou "todos os clubes da I e da II liga de futebol para serem parceiros deste projeto" e só Benfica é que aderiu, através da sua fundação", assinando um protocolo com a Plano I.

Nesta altura, a Fundação Benfica é uma das 12 instituições que se juntaram a este novo projeto e o Leixões, da II Liga, poderá ser uma das próximas. A Associação CAIS, o Instituto Português do Desporto e da Juventude, a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial também estão entre os parceiros

A plataforma digital da Plano I "vai ser lançada em 21 de março de 2021", Dia Internacional da Luta Contra a Discriminação Racial, e explicou que este projeto ?Black Lives Matter? (As Vidas Negras Importam, em português) é sobre futebol porque assim impõe a ?Fare Network?.

Esta rede foi criada em 1999, em Viena, na Áustria, para combater a discriminação no futebol europeu e, para Paula Allen, "era fundamental que em Portugal houvesse também um projeto da ?Fare Network?".

A Plano I, porém, não tem intervenção alguma no futebol, sendo uma organização com "trabalho específico em áreas de relações vulneráveis como a violência no namoro em contexto universitário ou a violência doméstica com pessoas LGBTI", observou Paula Allen.

O ?Black Lives Matter in Football? ambiciona lutar contra a violência no desporto e o racismo, "garantindo que serão valorizadas as histórias positivas e construtivas de inclusão e não discriminação de pessoas no futebol, em Portugal".

No ?site? que irá criar até 21 março de 2021, a Plano I diz que "poderão ser encontrados ?podcasts? e vídeos com figuras do futebol nacional, assim como fotografias desportivas e recortes jornalísticos que evidenciem as pessoas racializadas que fizeram história em Portugal em cargos de liderança dos clubes ou como treinadores/as e/ou jogadores/as".

Esse "site" será a trave-mestra do projeto, o qual prevê também "um registo de denúncias informais e pedidos de ajuda", bem como a recolha de dados que permitam, através da sua análise, a publicação de um "estudo sobre discriminação de pessoas racializadas no futebol em Portugal".

Paula Allen informou que só a plataforma digital, que será um ?site? específico, absorverá "950 euros" e referiu que "tudo o resto será trabalho voluntário".

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, esteve presente no lançamento do ?Black Lives Matter in Football? e saudou o futebol por ser "portador de valores tão nobres" com os que estão por trás daquele projeto, mostrando-se disponível para ajudar a "fazer a diferença" através de práticas positivas.

Numa intervenção por videoconferência, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, sublinhou que "a erradicação do racismo no desporto é o objetivo final" e sustentou que é necessário "fazer tudo para combater? esse problema.

João Paulo Rebelo saudou ainda os clubes que, no âmbito da cerimónia, receberam a bandeira da ética pelo seu contributo para a luta contra a violência no desporto.

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