As estatísticas enganam: nem sempre quem domina é quem lidera

O CIES Football Observatory analisou os dados de 35 ligas europeias em termos de posse de bola, percentagem de passes acertados, passes no último terço, oportunidades de golo criadas, oportunidades de golo concedidas e passes permitidos ao adversário no terço defensivo, e mostrou que nem sempre quem manda a nível estatístico é quem está na frente nos respetivos campeonatos, pelo menos nos principais campeonatos europeus.

Em Inglaterra, por exemplo, o Liverpool lidera com oito pontos de avanço sobre o Manchester City, mas é superado pela turma de Josep Guardiola em todos os parâmetros analisados, excepto no número de remates que permite aos adversários. Em Itália assiste-se a cenário idêntico: a Juventus lidera a Serie A, mas no que toca aos dados estatísticos avaliados pelo estudo apenas está na frente em termos de passes efectuados no último terço do terreno.

Na Alemanha, mais do mesmo. O Monchenglabach está na liderança isolada da Bundesliga, mas em termos estatísticos não surge no "pódio" em nenhum dos itens em análise. E Portugal também segue na mesma toada: o Porto está à frente do Benfica em cinco dos seis parâmetros analisados, mas são as "águias" que lideram, isoladas, a classificação.

Há, naturalmente, excepções. Em França a superioridade do PSG é de tal forma evidente que a turma parisiense, para além de estar na frente da Ligue 1 lidera também em toda a linha a nível estatístico. E, em Espanha, os colossos Barcelona e Real Madrid, que partilham a liderança da La Liga, mandam também em praticamente todos os dados estatísticos em análise neste estudo do Observatório do Futebol (a excepção é o número de passes permitidos ao adversário no último terço do terreno, onde quem surge na frente é o surpreendente Getafe).

O estudo evidencia ainda outros aspectos curiosos. Em termos globais, a equipa que apresenta uma melhor percentagem média de posse de bola entre todas as formações das 35 ligas em análise é o Rangers, da Escócia, adversário do Porto na Liga Europa (67,8%), enquanto é precisamente o Porto que lidera a nível global no que diz respeito ao número médio de passes permitidos ao adversário no último terço do terreno de jogo (53,7). Menos surpreendente será o facto de Ajax e Manchester City estarem no topo das equipas que mais passes conseguem completar terço ofensivo.

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Rui Faria eleito melhor treinador do Dubai em outubro e novembro

Rui Faria, foi eleito o melhor treinador da liga do Dubai (QNB Stars League) dos meses de outubro e novembro.

O português levou o Al Duhail a vencer cinco jogos consecutivos o que valeu a liderança ao clube com uma vantagem de quatro pontos sobre o segundo classificado, o Al Rayyan.

Os segundos classificados que têm no seu plantel o melhor jogador de outubro e novembro: Yacine Brahimi, antigo jogador do FC Porto foi eleito o melhor dos últimos meses somando cinco golos em outros tantos jogos, além de uma assistência.

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Ironman Portugal-Cascais espera receber cinco mil participantes na estreia

A primeira edição do Ironman Portugal-Cascais, na distância completa, deverá contar com cinco mil participantes, segundo Jorge Pereira, responsável pela prova de triatlo de longa distância, a disputar em 26 de setembro de 2020.

"É um sonho tornado realidade. Em 2017 pusemos Cascais no mapa internacional do triatlo. Agora, estamos a ampliar este legado com um evento de distância completa. Estamos ansiosos por criar momentos memoráveis para os nossos atletas e um enorme impacto económico e desportivo em Portugal", afirmou Jorge Pereira, diretor do Ironman Portugal, defendendo ser expectável "triplicar o impacto económico verificado nos últimos três anos".

A primeira prova da distância completa de Ironman, 3,8 quilómetros de natação, 180 de ciclismo e 42,2 de atletismo, Cascais vai acolher também a quarta edição do Ironman 70.3, com metade das distâncias, no dia seguinte, 27 de setembro.

Além de Cascais, as duas competições vão percorrer ainda território dos concelhos de Sintra, Oeiras e Lisboa, o que levou o edil cascalense, Carlos Carreiras, a agradecer já a disponibilidade e compreensão dos presidentes das respetivas Câmaras Municipais para a relevância e impacto da prova.

"Em que outro lugar do mundo pode uma prova acontecer, em terra ou no mar, num cenário tão idílico como o nosso? O Ironman é uma prova que diz muito a Cascais. Porque os seus atletas partilham com os habitantes desta terra a capacidade de superação, a resiliência e o desejo de ultrapassar os desafios por maiores que eles sejam", destacou Carreiras.

Apesar de ausente, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto enviou uma mensagem realçando como ?extraordinário? chegar a esta organização ?em tão pouco tempo?.

Tal como João Paulo Rebelo, também Stefan Petschning, diretor geral do Ironman Europa, Médio Oriente e África, não esteve presente no lançamento, mas fez questão de dar as boas-vindas à prova portuguesa que, segundo anunciou, vai atribuir alguns vagas para o Mundial de Ironman de 2021, a disputar no Havai.

"O espírito de comunidade, a beleza das paisagens ao longo dos diferentes percursos e o ambiente de alta competição que são proporcionados em Portugal fazem com que todos tenham vontade de regressar. Fez sentido para nós que o passo seguinte fosse adicionar um evento Ironman neste lugar fantástico", reconheceu.

O percurso, apresentado hoje, vai ter o ponto de partida na Praia dos Pescadores, onde os atletas cumprem uma única volta de 3,8 quilómetros a nadar, entre a baía de Cascais e a margem do Estoril.

A zona de transição estará localizada no Hipódromo de Cascais e os 180 quilómetros vão passar pela estrada da praia do Guincho, Parque Natural de Sintra, autódromo do Estoril e estrada marginal.

O último setor do triatlo, a corrida de 42,2 quilómetros será disputada entre a estrada do Guincho, seguindo a costa, em direção ao Cabo Raso, ficando a meta instalada na baía de Cascais.

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COI e Airbnb assinam parceria que cria nova política de hospedagem

O Comité Olímpico Internacional (COI) e a plataforma de aluguer de alojamentos Airbnb anunciaram hoje uma parceria para os próximos nove anos, que pretende criar um novo padrão de hospedagem, beneficiando cidades-sede, atletas, espetadores e fãs.

De acordo com o organismo olímpico, a parceria, que abrangerá cinco edições de Jogos Olímpicos, ?visa promover os objetivos de sustentabilidade do Movimento Olímpico, de acordo com a Agenda Olímpica de 2020, as estratégias futuras a serem desenvolvidas pelo COI, e o objetivo da Airbnb de fomentar um turismo sustentável?.

A parceria, que torna a Airbnb uma das principais patrocinadoras do COI vigorará nos Jogos Olímpicos de Verão Tóquio2020, Paris2024 e Los Angeles2028, e os Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 e Milão-Cortina2026.

Em comunicado, o COI explica que o acordo inclui medidas específicas sobre alojamento, que implicam uma redução de custos para os organizadores e para as entidades participantes nos Jogos Olímpicos, reduz a necessidade de construção de novas infraestruturas para o período dos Jogos, e gera rendimento, que terá um impacto direto nos anfitriões e nas comunidades locais.

A plataforma vai também promover, em conjunto com o Comité Paralímpico Internacional (IPC), a existência de alojamentos acessíveis a pessoas com deficiência e que incluam outros requisitos de acessibilidade.

O COI e a Airbnb também vão também proporcionar aos atletas a oportunidade de obterem rendimentos económicos extra, através da iniciativa Experiências Olímpicas, a lançar no início de 2020, e que vai permitir que desportistas profissionais do mundo inteiro beneficiem economicamente de uma atividade enquanto anfitriões.

Como parte do acordo, o COI vai disponibilizar aos atletas que competem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, alojamentos na plataforma Airbnb no valor de, pelo menos, 28 milhões de dólares (cerca de 25 milhões de euros) para as viagens relacionadas com a competição e os treinos.

O presidente do COI, considerou ?a parceria inovadora no apoio às estratégicas para garantir uma que uma organização eficiente e sustentável dos Jogos Olímpicos tem um impacto positivo na nossa comunidade de anfitriões?.

Thomas Bach referiu ainda que, ?com o apoio da Airbnb, o COI vai também proporcionar novas oportunidades aos atletas de todo o mundo, para que criem as suas próprias fontes de rendimento, através da promoção da atividade física e dos valores olímpicos?.

Kirsty Coventry, presidente da Comissão de Atletas do COI, saudou a parceria, considerando que esta ?beneficia diretamente os atletas, incluindo oportunidades de rendimento direto ao partilharem a sua paixão pelo desporto através das novas Experiências Olímpicas na Airbnb, assim como o apoio direto às suas necessidades de alojamento?.

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Sporting: Bruno Jacinto informou André Geraldes da ida de elementos da claque à Academia

O antigo oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto disse hoje em tribunal que informou o então diretor-geral do Sporting André Geraldes de que elementos da claque Juventude Leonina se iam deslocar à Academia, em Alcochete.

Bruno Jacinto foi o único dos 43 arguidos presentes (Fernando Mendes, ex-líder da claque, justificou a ausência devido a questões de saúde) a querer prestar declarações na primeira sessão do julgamento da invasão à Academia do Sporting, em Alcochete, distrito de Setúbal, em 15 de maio de 2018, que começou na manhã de hoje no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

O arguido contou ao coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires, que não esteve no Aeroporto da Madeira após a derrota frente ao Marítimo, no qual alguns elementos da claque confrontaram os jogadores, acrescentado que só teve conhecimento dos desacatos através das televisões.

Bruno Jacinto explicou que chegou a Lisboa, vindo da Madeira, no dia do ataque, e que, pelas 14:00 teve conhecimento através de uma mensagem de texto (SMS) enviada por Tiago Silva, um dos membros da direção da Juve Leo, de que alguns elementos da claque iriam à Academia, devido à insatisfação pelo não apuramento para a Liga dos Campeões e ao que se tinha passado no Aeroporto da Madeira.

O arguido explicou que ?reportou esta situação por mensagem? ao então diretor-geral do clube André Geraldes, de que alguns elementos da claque Juve Leo se iam deslocar à Academia, para falarem com jogadores e com o treinador Jorge Jesus, devido aos maus resultados, e que, desde a sua criação, em 2004, as claques já tinham ido à Academia quatro a cinco vezes.

Pelas 15:00 de 15 de maio, encontrou-se com o arguido Tiago Silva junto ao multidesportivo, o qual lhe confirmou que iam à Academia, mas sem lhe dizer ?o que iam lá fazer?, sublinhando que não teve noção ?de quantas pessoas? é que se iriam deslocar até Alcochete.

Bruno Jacinto afirmou que tentou falar ?novamente? com André Geraldes, o qual disse que reportava ao então presidente do clube Bruno de Carvalho, um dos 44 arguidos, durante várias vezes, por telefone, mas não ?obteve resposta? do diretor-geral do Sporting à data dos factos.

Pelas 16:45, como não conseguia falar com André Geraldes, o antigo oficial de ligação aos adeptos ?achou por bem? contactar com o então responsável pela segurança da Academia Ricardo Gonçalves, o qual lhe perguntou o que é que os elementos da Juve Leo iam lá fazer.

Bruno Jacinto respondeu que estes elementos da claque iam à Academia para ?confrontar? a equipa ?pelo somatório de vários acontecimentos?, nomeadamente pelos maus resultados, pelo não apuramento para a Liga das Campeões e os jogadores William Carvalho, Battaglia e Acuna pelos atritos que ocorreram no aeroporto com alguns destes elementos.

O arguido considerou ser ?relevante? passar a informação a Ricardo Gonçalves, pois era essa a sua função, depois de não ter conseguido falar com André Geraldes, acrescentando que assim que contactou o diretor de segurança da Academia, se deslocou para Alcochete, no intuito de ?articular? a ligação entre os adeptos e a equipa do Sporting.

Bruno Jacinto contou que quando chegou à Academia viu cinco elementos da claque, arguidos no processo, entre os quais Fernando Mendes, a falarem com o jogador William Carvalho e outros elementos do ?staff? do clube, no momento em que o ataque já tinha acontecido.

Questionou o que se tinha passado e disse a Fernando Mendes que o que se passou ?não devia ter passado?.

O julgamento, que decorre sob fortes medidas de segurança, parou para almoço e prossegue às 14:00 com a continuação do interrogatório a Bruno Jacinto.

Bruno de Carvalho, que disse ser atualmente comentador, Mustafá e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e Mustafá também por um crime de tráfico de estupefacientes.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à academia, o MP imputa-lhes a coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

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Ricardo Nunes de regresso após problema oncológico

O guarda-redes do Desportivo de Chaves Ricardo Nunes, que interrompeu a carreira em agosto devido a um problema oncológico, está de "regresso à competição sem qualquer limitação", disse hoje o emblema da II Liga portuguesa de futebol.

Em nota publicada na página oficial no Facebook, o clube de Chaves anunciou que, "praticamente três meses depois, o guarda-redes Ricardo está de regresso à competição sem qualquer limitação".

O regresso aos trabalhos de Ricardo Nunes está marcado para terça-feira, às 10:00, no arranque da preparação para o encontro da quarta eliminatória da Taça de Portugal, na receção dos transmontanos ao Belenenses, no domingo, às 20:00.

"Recorde-se que o jogador teve um problema oncológico detetado no dia 18 de agosto, horas antes da partida entre o Desportivo de Chaves e o Mafra, referente à segunda jornada da II Liga", acrescentou.

O guarda-redes Ricardo Nunes, capitão do Desportivo de Chaves, interrompeu a sua carreira de futebolista em 20 de agosto para tratar um "problema oncológico".

Ricardo Nunes, de 37 anos, foi sujeito em 27 de agosto a uma intervenção cirúrgica, que decorreu no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto.

O experiente guarda-redes representa pela quarta temporada consecutiva o conjunto transmontano, agora na II Liga, após três épocas no escalão máximo, tendo realizado um total de 59 partidas.

No seu currículo conta com passagem por clubes como FC Porto, Académica, União de Leiria e Varzim, no qual fez a sua formação.

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Mbemba é sinónimo de solidez: média de golos sofridos desce com congolês em campo

Contratado no início da época passada ao Newcastle, Mbemba está a viver o seu melhor período de "dragão" ao peito. A sua versatilidade tem-lhe permitido ser aposta de Sérgio Conceição na gestão do cansaço de alguns jogadores ou para colmatar algumas baixas por lesão e o internacional congolês tem respondido à altura, como o comprovam os números.

Se no total da presente temporada o FC Porto leva uma média de 0,7 golos sofridos por jogo, com Mbemba em campo essa média desde para 0,3. E este é apenas um entre vários elementos estatísticos que comprovam a consistência que o polivalente defesa de 25 anos traz ao sector mais recuado da turma "azul-e-branca".

Segundo dados apresentados esta segunda-feira pelo jornal O JOGO, Mbemba ostenta melhor registo do Pepe e Marcano, habituais donos do centro da defesa do Porto, a nível dos  duelos aéreos ganhos, do número de intercepções conseguidas e do quantidade de alívios efetuados.

Também quando é opção para o lado direito da defesa Mbemba parece conferir mais força à retaguarda dos "dragões". Quando comparado com as outras duas habituais opções para essa posição, Manafá e Corona, o congolês, para além de levar a melhor sobre os "rivais" em termos estatísticos no que toca  aos duelos defensivos e aos duelos aéreos ganhos, é também aquele que menos bolas perde no seu meio-campo.

Mbemba, que na passada quinta-feira representou o Congo num embate com o Gabão e que esta segunda-feira tem encontro marcado com a Gâmbia, deverá manter-se no "onze" no próximo compromisso do FC Porto, domingo, dia 24, na recepção ao Vitória de Setúbal, a contar para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. Esta época soma um golo em dez jogos no conjunto de todas as competições.

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Opinião: Jesus impõe nova derrota ao Grêmio e já não há mais quem duvide do título

A cabeça, o espírito e os pensamentos do Flamengo estão todos voltados para Lima, capital do Peru, palco da final da Taça Libertadores, no próximo sábado, dia 23, frente ao River Plate, atual campeão da América do Sul. Mas ainda há um Brasileirão por conquistar, e frente ao Grêmio, em Porto Alegre, pela 33ª jornada, Jorge Jesus fez algo inédito desde que aterrou ao Rio de Janeiro no meio do ano: poupou quase todos os titulares. Frente aos gaúchos, apenas três em campo, do onze que deve alinhar frente aos argentinos na grande decisão, o guarda-redes Diego Alves, o médio Arrascaeta e o avançado Gabriel. E a primeira parte do encontro foi bastante movimentada, mas com poucas ocasiões de golo. Gabriel, a rematar por cima, e Cortez, lateral ex-Benfica, a ter a melhor oportunidade para o Grêmio. Até que Gabriel efetuou um centro e a bola desviou no braço do veteraníssimo Leo Moura. Penálti que o próprio avançado cobrou e converteu, marcando o golo de número 22 no Brasileirão?2019, melhor marcado isolado do campeonato.

O Grêmio, longe da disputa pelo título e tendo como principal objetivo terminar entre os quatro primeiros colocados, garantindo assim vaga na próxima Libertadores, buscou o ataque na segunda parte, mas a verdade é, que excetuando o talentoso Everton, os demais homens de frente de Renato Gaúcho não parecem estar ao nível do veloz e habilidoso avançado gremista. Na melhor oportunidade na segunda parte, o remate de Pepê foi defendido pelo guardião rubro-negro. A principal nota da etapa final foi mesmo a expulsão de Gabriel, após ásperas reclamações com o árbitro. Com temperamento difícil e sempre pronto a explodir, nem as broncas e os gritos de JJ parecem mudar o comportamento do camisola 9 do Flamengo, que segue emprestado aos cariocas pelo Inter de Milão até final do ano. Sem grandes emoções ao final, a vitória por 1 a 0 foi a de número 25 do Flamengo neste Brasilerão, chegando aos 81 pontos, abrindo ainda mais vantagem sobre o Palmeiras, que mais uma vez decepcionou quem ainda acreditava numa reação da equipa paulista.

Jogando em Salvador, frente a uma organizada equipa do Bahia, o Palmeiras buscava não distanciar-se ainda mais do Flamengo, mas com pobres ideias táticas e poucos momentos de inspiração, o Verdão foi dominado na primeira parte, e o Bahia foi quem marcou o primeiro golo do encontro, já nos acréscimos, no livre cobrado por Arthur Caike. Com a desvantagem no marcador e a ver a esperança do título desaparecer com a derrota, o Palmeiras chegou a igualdade ao minuto 71, no forte remate do avançado colombiano Borja. Mas o poderio ofensivo do Palmeiras deixou a desejar e o empate a uma bola fez a diferença entre paulistas e cariocas na briga pela taça aumentar para praticamente inalcançáveis 13 pontos.

Ainda a ressaltar na jornada o empate também por uma bola no clássico entre Santos e São Paulo, com golos do uruguaio Sánchez, de penálti, para o Santos, e na segunda parte, a igualdade restabelecida pelo lateral Daniel Alves. Duas equipas que pareciam lutar pelo título até as jornadas finais, mas que sofreram mais acidentes de percurso do que o permitido para chegar ao título. Na próxima ronda, a 34ª do Brasileirão, o Palmeiras recebe o Grêmio, enquanto o Flamengo, que antecipou seu jogo na última semana, no empate em 4 a 4 contra o Vasco da Gama, pode celebrar o título em caso de empate ou derrota dos palmeirenses. Na verdade, o próximo fim de semana pode ser o mais inesquecível da história para o Flamengo, que tem a chance de conquistar a América pela segunda vez e pode, de quebra, ficar com o título brasileiro no dia seguinte. A conquista da Libertadores num sábado e o do Brasileirão no domingo, seria mais que um sonho para a imensa torcida rubro-negra. A semana no Rio de Janeiro será de ansiedade até o apito inicial do jogo em Lima.

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Final da Master League: Giants VS OFFSET. Equipa de Fox quebra jejum e torna-se campeã de Portugal de CS: GO

Havia grandes expetativas para a final da Master League Portugal de CS: GO durante a Moche XL Games World, pela presença das duas melhores equipas portuguesas: de um lado, a Vodafone Giants, a equipa de Ricardo ?Fox? Pacheco e a campeã em título, a OFFSET, a equipa de Just. A equipa de Braga havia perdido no dia anterior, dando acesso direto à Giants não só para a grande final, como arrancou a partida com um mapa de vantagem. A OFFSET redimiu-se depois ao vencer a eXploit, numa partida muito bem disputada.

Mas o certo é que a equipa de Fox foi sempre superior, controlando as duas partidas jogadas, gerindo o resultado de vantagem com que iniciou o jogo. No fim, a Giants levantou o ?caneco? e sagrou-se campeã da Master League Portugal de CS: GO.

Uma caminhada simplificada até à "bala final"

Baseada nas regras Bo5, o mapa Nuke foi escolhido pela Giants, sobrando Dust2, e caso necessário Overpass e Train como picks seguintes. A Giants entrou com tudo na ronda de pistolas, com Fox no fim, armado em Chuck Norris a brilhar sozinho contra dois adversários. Mas as partidas estavam equilibradas, com ambas as equipas a puxarem os seus galhardetes, mas com a Giants a manterem-se na dianteira por 8-3.

Sempre que a OFFSET marcava um tento para se aproximar, a Giants empurrava o resultado, dilatando-o em direção à vitória, chegando a vencer por 10-4. A primeira parte do mapa registou no marcador 10-5, resultado dilatado com mais um ponto pela Giants na ronda de pistolas. E a equipa de Fox parecia não pretender facilitar a sua rival, somando uma ?carnificina? sem resposta, colocando o resultado em 15-5, garantindo assim o mínimo de overtime. Muito dificilmente a equipa deixaria fugir o seu pick, o que aconteceria, num resultado final de 16-8, com a OFFSET a tentar reagir, embora fosse tarde de mais. A Giants registava assim o segundo mapa e estava a um passo de se sagrar a nova campeã nacional. Mas como iria responder a adversária perante a desvantagem? O mapa que escolheu foi o Dust2.

O terceiro mapa fez-se jus à tradição do encontro e viu a Giants a vencer a ronda de pistolas, vantagem aproveitada na seguinte, começando com o pé direito esta fase do jogo. A equipa de Fox estava com ?fome? do título e saltou para os 4-0. A OFFSET começava a demonstrar falta de argumentos perante o poderio da sua adversária, só conseguindo o primeiro ponto da quinta ronda. E o mapa começava a figurar-se fotocópia do anterior, contas cada vez mais complicadas para a equipa azul, que perdia por 7-1.

Não seria uma final do campeonato nacional de CS: GO se a OFFSET não tentasse pelo menos recuperar, e a equipa foi trabalhando para reduzir a pontuação, diminuindo para 7-4. A primeira parte do encontro ficou-se mesmo pelos 8-7, margem mínima. Mais uma ronda de pistolas para a Giants, somando 10-7 nas seguintes, e tal foi a emoção do público e do jogador ?vermelho? Roman, que desmontou o seu setup, interrompendo a partida com este insólito.

A Giants já via a taça de campeão cada vez mais próxima ao dilatar a vantagem para 11-7, com Roman irrequieto a farmar triple kills. A OFFSET não se assustou e foi reduzindo mais uma vez o resultado até ao empate em 11-11, com a equipa de Fox a mostrar mais uma vez que não está a defender bem. Mas o embate foi um ?abre-olhos? para os gigantes que passaram para a frente nas rondas seguintes, fixando em 15-11, ou seja, primeiro match point.

A vitória dos Giants iria acontecer na ronda seguinte, levando a equipa de Ricardo Fox a levantar a taça de campeões e a quebrar assim um jejum incómodo nos últimos tempos da equipa.

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Moche XL Games World recebeu qualificação para Europeu de Super Smash Bros. Ultimate

Depois do 1UP Gaming Lounge, famoso bar da capital dedicado aos videojogos, o Moche XL Games World foi o local escolhido para receber o torneio de qualificação para o Europeu de Super Smash Bros. Ultimate, jogo da Nintendo.

Num divertido modo de luta, o jogador poderá usar, em modo single ou multiplayer, personagens de séries como: Mario, Zelda ou Sonic the Hedgehog. O objetivo deste jogo da Nintendo é enfraquecer o oponente e derrubá-los para fora da arena.

"Todos os anos, a Nintendo faz um torneio de qualificação para apurar a melhor equipa nacional de Super Smash Bros. Quem ganhar vai representar as cores de Portugal", refere ao SAPO Desporto Gonçalo Brito, PR da Nintendo Portugal.

Nesta qualificação, equipas de três participantes (sem limite de idades ou de género) digladiaram-se ao melhor estilo dos torneios, onde quem perdeu foi automaticamente eliminado. Na final, que aconteceu este sábado, os dois grupos com mais vitórias jogaram para encontrar os representantes nacionais no próximo europeu, que ainda não tem país anfitrião ou data definida. "Os vencedores irão ao palco onde vão receber as t-shirts oficiais que vão utilizar no campeonato europeu. Também vão receber alguns brindes e muita adulação do público", destaca Gonçalo Brito, ainda antes da apuração do grande vencedor. A Nintendo também realiza torneios europeus de Splatoon 2.

Esta é a segunda vez que Portugal manda uma equipa ao Europeu de Super Smash Bros., já que esta competição começou no ano anterior. "Os jogadores que ganharam no ano passado são dos melhores da praça. Houve um outro campeonato europeu, de singles, onde jogadores de toda a Europa votavam uns nos outros e os jogadores de outros países votaram num jogador português. Há aqui alguns jogadores realmente bons", dizia Gonçalo Brito sobre as expetativas existentes para a qualificação de Super Smash Bros.

A equipa que venceu o torneio da Moche XL Games World chama-se FCT Gang, composta por Duarte "Benca" Candeias, José "Zekip" Oliveira e o Superbife. Os jogadores vão agora defender Portugal no evento europeu.

Mas a Nintendo não está presente neste evento apenas com o Super Smash Bros. O Pokémon Sword e o Pokemon Shield, que foi lançado no 15 de Novembro, pode ser experimentado e o Luigi Mansion 3 também pode ser jogado no stand da marca durante o Moche XL Games World, até ao final deste domingo na Altice Arena.

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Não há duas, sem três: novo embate entre a eXploit e OFFSET dá vitória à equipa de Just, Obj e Stardodo

Será que à terceira, a eXploit consegue mesmo encontrar uma vulnerabilidade na campeã em título OFFSET, depois de duas derrotas, uma a contar para o qualificador do WESG e a primeira partida da Master League Portugal de CS: GO? E sem contar das partidas anteriores do qualificador do WESG, as equipas voltaram-se a encontrar neste domingo, para a primeira partida do dia, para a Final Losers. A eXploit caiu nesta bracket às mãos da própria OFFSET no sábado, equipa de Braga que viria a provar o seu ?veneno? ao perder com a Giants de Fox, numa partida fantástica, com uma duração de quase 4 horas.

O primeiro mapa Inferno foi escolhido pela eXploit, e a equipa de RenatooHax parecia ter feito o trabalho de casa, analisado o que correu mal contra as duas partidas com a sua rival, e provavelmente como é que a Giants quebrou o poderio da campeã nacional. E o resultado não poderia ser mais renhido, com as equipas a disputarem as rondas lado a lado, chegando às primeiras 20 rondas com o resultado 11-9 a favor dos OFFSET, que pareciam ter dificuldade em distanciar-se.

Este era o 16º encontro entre as equipas, e era necessário trazer o individualismo das equipas. Nesta fase do primeiro jogo começava realmente a aquecer, sobretudo para a equipa vermelha, conseguindo através de alguns ataques rápidos, romper a defensiva da OFFSET, resultando em rondas seguidas que permitiram a equipa não só empatar, com passar para a frente do marcador, estabelecendo o 11-13. Apesar das boas prestações de Rizzaimer, era o rival Bloodz que ia faturando as kills cirúrgicas para pontuar. E nesta fase, a eXploit tinha o jogo na mão, no que diz respeito à economia. A OFFSET percebeu, provavelmente tarde, que para pontuar teria de ?pegar o touro pelos cornos? e enfrentá-lo logo nos momentos iniciais, pois como referido, a adversária parecia ter a lição estudada.

O primeiro mapa continuava bastante competitivo, com as equipas a voltarem ao nulo com 13 e depois 14 pontos. A duas rondas do fim da partida, ou se encontrava o vencedor, ou a manter-se o empate o jogo ia para overtime. Numa ronda de um para três, Just mostrou a sua raça e arrancou o delírio do público a marcar o ponto 15 com o triple kill e a garantir para a equipa, pelo menos o overtime. A partida estava ao rubro! Mas a equipa de RenatoHax ficou mesmo atordoada e a OFFSET fez o primeiro ponto.

Regresso dos ?balneários?, em mapa Dust2 escolhido pela equipa de Stardodo, a eXploit vence a ronda de pistolas com uma jogada excelente de Noppej, eliminando sozinho os dois jogadores da equipa rival. A OFFSET reagiu da melhor maneira e adiantou-se no marcador, colocando 5-1 no placard. Mas as partidas fluíam e a equipa azul empunha o seu ritmo, dilatando o resultado em 11-4 no fecho da primeira parte. Ou a eXploit reagia, ou ficaria afastada da grande final. Na segunda ronda de pistolas a eXploit voltava a pontuar, reagindo nas rondas seguintes, diminuindo a desvantagem para 12-11. O jogo estava relançado, em mais uma partida muito equilibrada entre as duas equipas.

As rondas finais foram muito bem disputadas, mas a OFFSET disse chega à aproximação da rival, marcando 14-11, num duelo de dois para dois, levando Stardodo a melhor a RenatooHax no fim. Na ronda seguinte a equipa azul garantia o ponto 15 e match point e as coisas ficavam claramente difíceis para a eXploit. A OFFSET acabava mesmo por vencer o encontro, mas não sem a sua rival bater-se até ao fim, ficando o resultado por 16-14. E foi notável o desconforto entre os colegas da equipa azul, pelo resultado obtido à tangente.

A OFFSET vai jogar com a Vodafone Giants na grande final da Master League Portugal, uma partida marcada para as 15:00 horas, naquela que promete ser a ?desforra? da grande partida de ontem. De recordar que se tratando de uma final baseada em Bo5, a shortcut conquistada pela Giants para a final concedeu-lhe ainda como bónus um ponto de vantagem no embate.

A vencedora torna-se a nova campeã nacional e arrecada o prémio de 4.000 dólares.

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Futebol/Cabo Verde: Académico 83 conquista Supertaça da ilha do Maio

A equipa do Académico 83 venceu este sábado, no estádio municipal do Maio, o Barreirense por 1-0, em jogo da Supertaça da ilha do Maio da época 2019/20.

O único golo do jogo ocorreu na transformação de uma grande penalidade, convertida por Leça.

Com esta vitória, a equipa do Académico 83 inicia a defesa do título de campeão regional com o moral em alta, segundo o seu treinador, para quem a turma da cidade do Porto Inglês "esteve melhor na partida", embora admitisse que a equipa do Barreirense também esteve à altura

Por seu lado, o técnico do Barreirense assegurou que a sua equipa foi prejudicada pelo árbitro, mas mesmo assim felicitou o vencedor da taça e prometeu apresentar durante a época uma "equipa coesa", capaz de lutar pelo objetivo final que é vencer o campeonato regional.

O jogo foi dirigido por Elso Moniz, acompanhado pelos assistentes Dimas Martins e Domingos Tavares.

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Federação de Desportos de Inverno quer construir Pavilhão do Gelo em Lisboa

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto manifestou este sábado a convicção de que ainda nesta legislatura vai ser construído um Pavilhão do Gelo para a prática de desportos.

"O Pavilhão do Gelo tenho a certeza que vai acontecer nesta legislatura", disse João Paulo Rebelo, na gala da Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP), no final da cerimónia onde foi distinguido como Personalidade do Ano.

Segundo o governante, as negociações têm em vista a localização em Lisboa e o seu papel tem sido o "de intermediação, nomeadamente entre a FDIP e o município de Lisboa", no que toca à "negociação dos espaços e ultrapassagem de alguns constrangimentos, para que essa possa ser uma realidade o mais breve possível".

De acordo com João Paulo Rebelo, a infraestrutura será apoiada "com financiamento público também", embora sublinhe que a FDIP "hoje tem alguma receita acrescida", na sequência da decisão do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) de atribuir à federação receitas provenientes de apostas em modalidades como o hóquei no gelo.

O presidente da FDIP, Pedro Farromba, espera que o primeiro pavilhão em Portugal com estas características "seja possível no próximo ano".

Na gala anual, onde a federação premiou os campeões nacionais da última temporada, Pedro Farromba anunciou a candidatura a um outro equipamento para desportos no gelo: uma pista amovível, a instalar por cima das piscinas das Penhas da Saúde, Covilhã, que FDIP passou a explorar no último verão.

A candidatura, que contempla também uma cobertura, foi feita ao Turismo de Portugal, no âmbito da Linha Apoio à Valorização Turística do Interior, e está orçada em cerca de 400 mil euros.

O presidente da federação considera a estrutura "uma valência diferenciadora" na Serra da Estrela, que permite a quem está na zona, nomeadamente aos turistas, "experimentar outras coisas".

No local está projetada a prática de hóquei, patinagem artística, curling, apoio à patinagem de pessoas com deficiência e também a realização de espetáculos, por exemplo para as escolas, "para dinamizar o espaço".

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